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IDENTIDADE DA MULHER MADURA NA ATUALIDADE

IDENTIDADE DA MULHER MADURA NA ATUALIDADE

Sabe aquela tarde de domingo gostosa, garoa fina, friozinho, momento propício para minhas próprias reflexões acerca da passagem do tempo, da chegada da maturidade e das escolhas que priorizo. De repente, uma luz, oba vou rever o filme: “Do jeito que elas querem”. Um filme que nos instiga a refletir sobre a identidade da mulher madura da atualidade, claro, sabendo sim das inúmeras dificuldades que passam muitas mulheres nessa fase da vida, discriminações, preconceitos, mas nesse texto, tenho como objetivo, trazer reflexões para que possamos prosseguir com nossas escolhas mais conscientes, priorizando nossos próprios desejos.

O filme traz a história de quatro protagonistas mulheres, bem sucedidas e uma fiel amizade entre si. No decorrer do enredo, as protagonistas, mulheres acima de 60 anos, percebem a estagnação de suas vidas. Trata-se de uma narrativa sobre redescoberta pessoal. Não gira em torno de homem ou relacionamentos, vai muito além, em descobrir ou redescobrir plena liberdade de escolhas.

Já no finalzinho do filme, há um diálogo entre uma mãe e suas filhas, bastante interessante, que resgato aqui para ilustrar nossa reflexão: “Filha: -Mãe, você deve estar exausta! Você não ficou preocupada que na sua idade você dirigiu sozinha ate aqui? Mãe, você poderia ter matado alguém! Mãe: – eu acho que não é para tanto. Filha: – só o fato de não ficar preocupada já me deixa assustada mãe! Mãe: – Ah…meu Deus…Ah…por favor, parem tá bom! Estou falando sério. […] Eu ainda não desisti da vida. Tem coisas que eu quero explorar, eu tenho esse direito. […] a mãe de vocês está vivendo muito bem, eh, eu sei que estou ficando velha, mas eu ainda estou aprendendo, e uma das maiores lições que aprendi é não ter medo de ser feliz. Eu amo vocês, mas eu não vou ficar aqui.”

Num primeiro momento, as filhas, pensando em “proteger” a mãe, acabam reproduzindo o preconceito que ainda existe em nossa sociedade, “negando” à mãe a possibilidade e capacidade de dirigir sozinha, de ter autonomia de ir e vir, de fazer suas próprias escolhas. E a resposta da mãe, acaba representando a busca por essa nova identidade da mulher madura: não desisitir de viver a vida, estar sempre aprendendo, fazer suas próprias escolhas, não ter medo de ser feliz. É um alerta para todas nós.

Trabalho e tenho desenvolvido pesquisas com pessoas deste segmento etário, e tenho constatado que as mulheres nessa fase da vida, assim como as protagonistas do filme citado, estão empenhadas em criar novas possibilidades e significados para suas vidas como podemos constatar nos discursos de algumas de nossas alunas: “ser mulher nessa fase da vida, significa estar no auge da vida pessoal, significa viver em plena liberdade de escolhas, realizar nossos próprios desejos, nossos próprios sonhos,  sem amarras, sem nos importarmos com a idade e com a opinião dos outros, exercendo a capacidade de escolhermos o que é melhor para nós mesmas.”

Podemos observar, que tanto as protagonistas do filme, como nossas alunas, após uma vida sobrecarregada com a criação dos filhos, cuidados com a casa, marido, trabalho, descobriram agora que são donas de seu próprio tempo, não respondem mais as demandas e expectativas dos outros, agora sentem que conquistaram a liberdade de ir e vir, fazer e não fazer, de ser “elas mesmas”, com suas próprias escolhas, sendo protagonistas de suas vidas, valorizando mais suas próprias vontades, entendendo que as descobertas continuam, pois somos todos eternos aprendizes.

E você, cara leitora, é a protagonista de sua própria vida?

Até mais.

 

Maristela Negri

Pós-graduada em Neurociências aplicadas a Longevidade – UFRJ

Pós-graduada em Atividade Física e Qualidade de Vida – UNICAMP

Mestre em Educação Física – UNIMEP

Sócia-Diretora do Centro de Longevidade e Atualização de Piracicaba – CLAP

marismarrano@terra.com.br

A vida sem valor, sem sentido…depressão: a vida acinzentada!

Ela está sentada em sua cama, olhando para o nada sem vontade de arrumar-se, comer ou até mesmo olhar-se no espelho. Com muito esforço ela se levanta, escolhe uma roupa escura sem nenhuma alegria ou vida, só faz isso porque sua neta, seu filho e suas irmãs estão chegando para almoçar com ela. Como as coisas mudaram, há um tempo esse dia seria tão esperado, tão celebrado… mas algo está diferente, até as coisas mais amadas são agora um tormento, um peso……..

 

 

Alguma vez você já se sentiu sem vida, sem vontade de sair de casa, sem vontade de conversar, sem vontade de se arrumar…?? Entraremos aqui no sombrio e avassalador universo da depressão e, depois passaremos algumas dicas para ajudar no caminho de volta.

A depressão, um estado de tristeza profunda, desinteresse pela vida e falta de motivação têm aumentado, consideravelmente, o número de suas vitimas. Estima-se que nas próximas duas décadas a depressão será a maior causa de afastamento do trabalho segundo a Organização Mundial da Saúde.

Suas vítimas são mais suscetíveis à vulnerabilidade cardiovascular e mental. Somado a isso, existe a diminuição das respostas pró-inflamatórias (afetando o sistema imunológico) e, diminuição da produção dos neurotransmissores serotonina e endorfina. Esses fatores, associados, deixam as vítimas mais propensas a dores variadas, baixa motivação e funcionalidade comprometida.

O enfraquecimento funcional e o comprometimento da saúde mental e física dos indivíduos, leva-os a um quadro de apatia, que interfere em seus hábitos alimentares, rotina diária e convívio social, podendo ser um sério risco a vida.

Como evitar que sua vida tome esse rumo? Como manter-se eficaz, motivado e comprometido com a vida e seus prazeres?

Existem algumas tomadas de atitude que podem são significativas para a prevenção dessa doença e outras síndromes. Entre essas atitudes temos o fortalecimento das funções executivas, prática atividade física, prática de meditação, valorização da vida.

  • Meditação: Pode promover a ressignificação dos conteúdos mentais, diminuindo a ruminação de pensamentos dolorosos e, também contribui trazendo a mente para o presente, fator fundamental na depressão uma vez que o paciente normalmente vive em função de sofrimentos passados. Medite diariamente.
  • Atividades de Socialização: De extrema importância pois existe a tendência ao isolamento e a negação da fala, dessa forma atividades em grupo estimulam a socialização, promovendo aspectos importantes como formação de novas redes de apoio, oportunidade de conversar e trocar experiências.
  • Prática de Atividade Física: O exercício físico aumenta significativamente a liberação de neurotransmissores importantes para a sensação de bem estar e motivação como: serotonina, noradrenalina, dopamina e acetilcolina. Atividades físicas promovem também, respostas neuro-protetivas significativas no caso da depressão.
  • Use roupas coloridas, ouça musicas animadas, assista filmes leves e engraçados, leia um bom livro, encontre um hobby. São atitudes simples, mas que contribuem muito, lembre-se: as informações chegam ao cérebro através dos cinco sentidos (audição, visão, tato, olfato, paladar) e, atitudes como essas não reforçam o negativismo e pessimismo enviando mensagens de que você quer animar-se.

 

Ms. Alessandra Cerri; sócia-diretora do centro de longevidade e atualização de Piracicaba (CLAP); mestre em educação física, pós-graduada em neurociência e pós-graduanda em psicossomática.

 

Bibliografia de apoio:

AMTUL, Z.; ARENA, A.; HIRJEE, H.; KHAN, Z.; MALDENIYA, P.; NEWMAN, R.; BURHAN, A.; WETMORE, S.; VASUDEV, A.  A randomized controlled longitudinal naturalistic trial testing the effects of automatic self transcending meditation on heart rate variability in late life depression: study protocol. Bio Med Central Complementary e Alternative Medicine. v.14, 2014.

ANDREWS, P.; THOMSON, Jr.  As faces da depressão.  Revista Mente e cérebro. N. 40, 2013

OLEX, S.; NEWBERG, A.; FIGUEREDO, V.  Meditation: Should a cardiologist care.  International Journal of Cardiology. V.168, p. 1805-1810, 2013.

VÍCIOS QUE NOS DESAFIAM DIARIAMENTE       

VÍCIOS QUE NOS DESAFIAM DIARIAMENTE                 

Já parou para pensar em todas as tentações que te desafiam diariamente? Já percebeu que em alguns momentos você é mais forte para resistir à elas e, em outros nem tanto? Essas tentações podem vir das mais variadas formas e, uma delas, são os vícios que tem a característica de gerar uma alteração física, funcional ou emocional.

Uma das muitas definições para vício nos dicionários online diz se tratar de uma dependência física e/ou psicológica que faz com que alguém busque o consumo excessivo de algo.

 

Partindo dessa definição, passamos a entender que todos nós somos tentados e, muitas vezes vencidos, por algum tipo de vício, seja ele uma substância a ser ingerida (doces, bebidas, comida, drogas…), seja uma coisa ou comportamento (redes sociais, jogo, consumismo, sexo, roubo, roer unha…)

Esses “agentes viciantes” fazem parte de nossas vidas, por um único motivo: eles dão a sensação de prazer, ainda que momentaneamente; basta usarmos como exemplo o uso excessivo de redes sociais na atualidade, que vem levando pessoas a viverem num mundo paralelo; ou o preocupante aumento do consumo de bebidas e remédios em nossa sociedade.

De uma maneira muito simplificada, a sensação de prazer ativa no cérebro o sistema de recompensa, onde uma estrutura chamada núcleo accumbens aciona nossas vias dopaminérgicas. Ou seja, quando temos a sensação de prazer temos a liberação de dopamina, um neurotransmissor muito envolvido no controle dos movimentos, humor, aprendizado, concentração, emoção.

Essas vias dopaminérgicas acionadas por esse núcleo são consideradas  mesolímbicas, sugerindo que existe uma forte relação com nosso sistema límbico, nosso grande sistema das emoções. Mais que isso, sugere que existe um trabalho coordenado entre a dopamina e a serotonina.

Assim sendo, quando estamos emocionalmente mais vulneráveis, mais frustrados significa que estamos com baixos níveis de serotonina (principal neurotransmissor do bem-estar, da alegria) e estamos mais propensos a nos “consolar/alegrar”  aumentando a dopamina através de algum agente que nos dê sensação de prazer. Esse agente pode ser a comida, o celular, bebida, drogas etc… Se não tivermos a consciência desse falso poder de consolo desses agentes, ficamos seus reféns.

De acordo com Castro (2004) “a inundação dopaminérgica transforma o prazer em dependência, o desejo em compulsão para a repetição, o pensamento em impulso, o tempo no instante da saciedade e na eternidade da falta, o sofrimento em dor intolerável…”

Problemas nos níveis de serotonina estão tão relacionados com os circuitos de recompensa que os neurocientistas Bear, Connors e Paradiso (2010) comentam, inclusive, que um dos principais fatores para os distúrbios alimentares estão justamente na anormalidade da regulação da serotonina.

Dentro desse contexto, as melhores maneiras de diminuir nossa vulnerabilidade emocional e, consequentemente, aumentar nossa capacidade para resistir às tentações são: fortalecendo nosso córtex pré frontal (nosso centro executivo responsável pelo raciocínio, planejamento e controle de nossos impulsos);  e aumentando a liberação de serotonina que contribuirá para nossa melhora de humor e sentimento de bem-estar.

Inúmeras pesquisas tem comprovado que a prática regular de atividade física, a meditação, estimulação cognitiva constante e convívio pessoal são muito eficazes para nos ajudar a resistir às tentações.

Nossa vida se baseia em inúmeras reações químicas que acontecem o tempo todo dentro e fora de nossa cabeça. A captação e liberação de elementos que gerem reações positivas e benéficas para você está muito mais a seu alcance do que você imagina. Depende de conscientização e tomadas de atitudes.   Mexa-se!

Até a próxima, namastê!

 

Ms. Alessandra Cerri;

sócia-diretora do centro de longevidade e atualização de Piracicaba (CLAP); mestre em educação física, pós-graduada em neurociência aplicada à longevidade e pós-graduada em psicossomática

OS CÉRBEROS QUE ENFRENTAMOS TODOS OS DIAS

OS CÉRBEROS QUE ENFRENTAMOS TODOS OS DIAS

 

A mitologia com suas lendas e mitos, deuses e monstros nos ajuda entender aspectos de nossa história e de nossos comportamentos. Pois bem, segundo vários pesquisadores de mitologia, entre eles Sears, Aguiar e Bulfinch, havia um cão de três cabeças chamado Cérbero que ficava na “porta” do submundo para vigiar a entrada. No entanto, Cérbero tinha uma característica interessante: era extremamente gentil, envolvente para conquistar  as pessoas ou os mortos para entrarem no inferno, porém, implacável e extremamente feroz com os que tentavam sair.

Assim como várias outras lendas mitológicas, a história de Cérbero e do submundo reinado por Hades que era irmão do soberano Zeus (deus do céu)  e Poseidon (deus dos mares) nos traz um aprendizado importante.  Cérbero pode representar as tentações, as más influências que precisamos enfrentar todos os dias. Elas se apresentam de maneira sedutora e convincente, nos atentam principalmente, quando estamos no nosso submundo interno. Quando não estamos muito bem, não estamos muito conscientes as más influências e as tentações se parecem tão boas, tão necessárias e inofensivas. No entanto, uma vez que nos rendemos à elas, ou nos deixamos levar pelo caminho mais fácil poderemos ter grandes dificuldades para sair de seus domínios.

O inferno, por sua vez, pode representar uma parte de nós.  Sim, todos nós possuímos nosso próprio inferno, nossa parte mais “sombria” onde guardamos nossas culpas, nossos medos, nossas inseguranças, nossas mágoas. Se não percebermos os cães sedutores, os cérberos,  que nos levam para baixo, podemos ficar presos e escravos dessa parte mais “fraca” de nós.

Waldemar Magaldi em seu livro “Dinheiro, Saúde e Sagrado” comenta que na busca por nosso sentido existencial temos que enfrentar continua e conscientemente as três cabeças de Cérbero através dos embates das  polaridades.  Essas polaridades estão presentes em nossa vida a partir do momento que acordamos quando precisamos decidir entre o levantar e iniciar nossas atividades de maneira ativa ou nos render a preguiça de ficar mais um pouco na cama; está presente nas inúmeras vezes que precisamos decidir entre fazer o que é certo ou o que é mais fácil; entre ser bom ou ser mal; entre agir por instinto ou pela razão etc..

Curiosamente na mitologia a derrota mais famosa do cão Cérbero se deu com o herói Hércules. Segundo a lenda, o Herói estava em uma longa e exaustiva luta com o cão quando um “buraco” foi aberto acima do submundo com a ajuda de Atenas (deusa da sabedoria) permitindo que Hércules o trouxesse para a luz. O cão como sempre vivera na escuridão foi “atordoado” pela luz e Hércules pode vencê-lo.

Essa grande luta entre Hércules e Cérbero nos mostra que o grande cão  pode ser vencido através da sabedoria,  pode ser vencido a partir do momento que saímos de nosso submundo e vamos para luz, para nossa tomada de consciência a cerca das artimanhas utilizadas pelo monstro para nos seduzir e aprisionar. Coincidentemente, o que mais precisamos usar para nos manter mais protegidos dessas tentações, mais cientes de nossas reais necessidades e perigos  é justamente o cérebro.

É justamente através do fortalecimento de nossa área executiva cerebral que conseguimos diminuir nossa vulnerabilidade emocional,  melhorando nossa auto gestão e nos afastando das amarras de nosso submundo.

Finalizo o texto de hoje com uma frase de Jung que eu gosto muito “Até você se tornar consciente, o inconsciente irá dirigir sua vida e você vai chama-lo de destino”

Até a próxima,

Namastê!

Ms. Alessandra Cerri;

sócia-diretora do centro de longevidade e atualização de Piracicaba (CLAP); mestre em educação física, pós-graduada em neurociência e pós-graduanda em psicossomática.

O DESEJO DE VOAR COM A PIPA E O MEDO DE TIRAR OS PÉS DO CHÃO

O DESEJO DE VOAR COM A PIPA E O MEDO DE TIRAR OS PÉS DO CHÃO

Ampliando a compreensão do medo, para ousarmos em nossos voos.

 

Quando criança, eu e meus primos, recebíamos um presente especial de meus tios que moravam em São Paulo, papéis de seda coloridos e varetas para que pudéssemos passar horas de plena felicidade, criando e confeccionando nossas próprias pipas de cores variadas, rabiolas coloridas, esvoaçantes.

Quando terminávamos, cada um dos primos, colocava sua pipa encantada para alçar voos cada vez mais ousados, colorindo o lindo céu azul. Às vezes eu ficava com medo, pois a pipa estava tão alta que eu tinha a sensação que talvez ela pudesse me puxar para o céu, para o voo triunfante. Era um sentimento estranho, entre o desejo de voar com a pipa, associado ao medo de tirar os pés do chão.

Ao ler o livro de Tara Mohr, Ouse crescer, deparei-me com um ensinamento que ampliou a minha compreensão do medo e fez-me entender o medo sentido outrora, ao empinar a minha própria pipa. A respectiva autora cita o rabino Lew ao explicar que a Torá, livro sagrado dos Judeus, apresenta duas palavras diferentes para designar o medo.

A primeira diz respeito a palavra pachad, a qual está relacionada ao medo das coisas projetadas, imaginadas, como por exemplo, o medo de fantasmas, de o avião cair, de falar em público, de perder um ente querido. Pachad é um medo irracional e exagerado, fruto da ansiedade ao que “poderia” acontecer, o medo oriundo da imaginação. Está relacionado ao tipo de medo que tentamos vencer.

O segundo termo, é o yirah, relacionado ao sentimento que nos domina quando habitamos um lugar diferente, maior do que aquele que estamos acostumados, quando somos tomados por uma energia maior, quando podemos nos conscientizar de que essa sensação significa que estamos conectados com o divino dentro de nós.

Como perceber a diferença entre pachad e yirah? Tara Mohr nos alerta que tanto um, como o outro, provocam um sentimento de alerta, descarga de adrenalina e algum nervosismo, pois saímos da nossa zona de conforto. A mesma prossegue nos apresentando maneiras sutis de saber qual deles estamos sentindo. O pachad é o medo acompanhado por uma sensação física de tensão e contração, a mente se concentra num possível resultado futuro, o que pode atrapalhar a clareza do que realmente está acontecendo no agora.

O yirah, por sua vez, traz ao corpo uma sensação de espaço e fluidez, costuma ser uma resposta do que está acontecendo no agora, muito embora, também possa se manifestar quando você contempla e imagina os passos dados para a realização de seus sonhos.

Retornando à memória sobre o voo de minha pipa colorida, talvez o desejo de voar com a pipa e o medo de tirar os pés do chão nos remeta ao yirah, o medo de ousarmos e seguir os nossos sonhos e quem sabe alcançar as estrelas e brilhar, corroborando com o alerta de Marianne Williamson, “nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes. Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais amedronta.”

Pois bem, a nossa criança interior conectada com a essência divina nos alerta, a pipa foi sonhada e projetada antes na minha mente de criança, para que pudesse se concretizar e assim cumprir sua missão, alçar voo, colorir o céu, alegrar a criança que lhe deu vida, asas e rabiolas para voar

Como ousar, como seguir em frente, como voar com liberdade, autonomia e leveza e como a pipa colorida, dançar pelo azul do céu, colorindo-o com sua graça e beleza?

Procurando vivenciar o  yirah, habitar um lugar pleno, maior e com mais energia do que estamos acostumados, o nosso lugar sagrado, com vitalidade e paixão para que possamos acessar quando perseguirmos nossos sonhos autênticos e assim colorir o mais alto possível o céu!

 

Maristela Negri

Mestre em Educação Física – UNIMEP

Pós Graduada em Neurociências aplicada à Longevidade – UFRJ

Sócia Diretora do Centro de Longevidade e Atualização de Piracicaba – CLAP.

maristela@centroclap.com.br

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

MOHR, Tara. Ouse crescer. Tradução: Afonso Celso da Cunha Serra. Rio de Janeiro: Sextante, 2016.

https://www.pensador.com/autor/marianne_williamson/

PSEUDODEMÊNCIA

PSEUDODEMÊNCIA: um alerta do seu cérebro

 

A pseudodemência vem sendo considerada um problema de saúde pública uma vez que, segundo Richard Petersen, um dos maiores  pesquisadores do assunto, é tida como um estágio intermediário entre um envelhecimento saudável e a demência “real”.

A pseudodemência é também chamada de comprometimento cognitivo leve (CCL) e, como o próprio nome sugere compreende algumas disfunções cognitivas que prejudicam a eficiência da memória, tempo de reação, concentração, raciocínio, entre outros. No entanto, esses déficits cognitivos na CCL não afetam, a priori, a autonomia para execução das atividades da vida diária (AVDs).

Por esse motivo a CCL vem ganhando tanta importância, pois enquanto uma “falsa” demência ela permite a recuperação, desde que, haja uma ação adequada. Por esse motivo, podemos entendê-la como um sinal de alerta do cérebro para a necessidade de intervenção.

 

O reconhecimento através de exames e avaliações neuropsicológicas corretas juntamente com avaliação médica é de extrema importância, pois, favorece estratégias de intervenção num tempo adequado e eficiente para se diminuir a probabilidade de uma demência se instalar.

Essa intervenção envolve principalmente exercícios de treino cognitivo específicos e adequados, mas também, participação em atividades físicas e atividades que promovam a socialização. Ou seja, envolve estimulação variada e correta das várias funções cerebrais.

Vale ressaltar que a depressão e a ansiedade, duas síndromes recorrentes em nossa população contribuem diretamente para o aumento de casos de pseudodemência, inclusive alguns autores consideram também a pseudodemência depressiva. Essas duas síndromes prejudicam significativamente o funcionamento do córtex pré-frontal  (CPF), nossa grande área executiva. Por esse motivo pessoas que sofrem de ansiedade e depressão encontram dificuldade nos processos de memorização, concentração, atenção; evitam o convívio social e, encontram dificuldades no sono. Sendo assim, elas se tornam mais vulneráveis ao desenvolvimento de CCL.

Nossa vida acelerada, marcada por avanços tecnológicos contínuos, informações instantâneas e constantes, mídias sócias que influenciam diretamente o comportamento e o equilíbrio emocional das pessoas, contribuem muito para o crescimento dessas síndromes e, consequentemente impactam no aumento de casos de pseudodemência na população, especialmente as mulheres acima dos 55 anos, de acordo com os pesquisadores Iacoviello e Mathew.

A promoção de atividades cognitivas e físicas que estimulem o cérebro e promovam a socialização são de extrema importância e, fazem parte de medidas ligadas à saúde preventiva. O entendimento de que toda forma de acomodação, sedentarismo e isolamento são extremamente perigosos para o funcionamento cerebral pode gerar mudanças de comportamento significativas para uma vida melhor e mais saudável.

Finalizo o texto de hoje com uma frase que gosto muito do Dr. Waldemar Magaldi Filho (2009) “ A preguiça pode ser o prenúncio da necrose psíquica”        

Até a próxima, namastê!

 

Ms. Alessandra Cerri;

sócia-diretora do centro de longevidade e atualização de Piracicaba (CLAP); mestre em educação física, pós-graduada em neurociência aplicada à longevidade e pós-graduada em psicossomática

DA LIMA DA PÉRSIA A CONSCIÊNCIA DA FINITUDE DA VIDA

DA LIMA DA PÉRSIA A CONSCIÊNCIA DA FINITUDE DA VIDA

Essa semana, junto a minha mãe, resgatei momentos especiais vividos com ela quando sentávamos embaixo da limeira-da-pérsia e apreciávamos as mãos alvas e delicadas dela ao descascar as frutas para mim, meus irmãos e primos. Crianças, não sabíamos ainda definir seu gosto exato, tinha um sabor menos ácido, no finalzinho um gostinho amargo, por isso não era apreciada por todos. De tamanho entre uma laranja e um limão, casca fininha e de cor amarelo pálido, minha mãe nos alertava que fazia muito bem para a saúde e ao começar a descascá-la, podíamos sentir o cheiro agradável que emanava, um cheiro que para mim, representava a natureza, o cuidado, o carinho, aconchego, enfim, um momento para conversas engraçadas, para ouvir histórias, e para degustar a respectiva fruta cítrica de gostinho amargo.

Esta lembrança veio, porque ela mencionou que fazia tempo que não chupava lima da pérsia, foi um link para que eu resgatasse essa memória, e juntas revivemos momentos gratificantes na fazenda de meu avô. Após esse resgate ela falou – “Nossa, como o tempo passou, já estou com 87 anos, é bastante né? Toda manhã eu acordo e penso: acordei, estou viva”. Aí eu perguntei: “por que a senhora pensa isso?”. Ela no auge de sua sabedoria respondeu: “a única certeza que temos é a chegada da morte, só não sabemos exatamente como e quando virá.  Mas com o passar dos dias, a morte fica mais próxima, então quando eu acordo, fico feliz que ainda estou viva”.

Prosseguindo nosso diálogo, eu perguntei: “Mãe, a senhora tem medo da morte?” Ao que ela respondeu: “não, não tenho medo da morte, porque Deus sabe a hora de todos nós. Todos iremos morrer um dia, mas eu gostaria de morrer como um passarinho”. Surpresa com a resposta de minha mãe, continuei com minhas indagações: “Como é morrer como um passarinho mãe?”. Resposta: “Ué, que pergunta Maristela, você nunca viu um passarinho morrer? Ele está voando e de repente ele morre”.

Uau, “ele está voando e de repente ele morre”. Para mim foi o máximo, estamos vivendo e de repente morremos, mas no morrer como um passarinho está implícita a morte repentina, sem sofrimento, independente de como tenha sido a nossa vida, feliz, triste, sofrida, solitária, com muita gente.

De acordo com a médica Ana Claudia, em seu livro: A morte é um dia que vale a pena viver, enquanto não olharmos para a morte, não conseguiremos ter uma vida plena, e também nos esclarece que o verdadeiro herói é aquele que reconhece a morte como sua maior sabedoria, e não aquele que quer fugir do encontro com a morte.  Reconhecendo a nossa finitude, podemos ressignificar nossas vidas, ver a vida de outra forma, a passagem aqui na Terra é breve, precisa de valor, sentido e significado, pois “as pessoas morrem como viveram. Se nunca viveram com sentido, dificilmente terão a chance de viver a morte com sentido.”

Assim como a lima da pérsia tem no finalzinho um gostinho amargo, por isso não é apreciada por todos, conversar sobre e reconhecer a morte, também não é apreciado por todos e para algumas pessoas também tem esse gostinho amargo, pois a morte vem acompanhada do medo, emoções negativas por se tratar de algo desconhecido, configurando-se como parte do destino humano.  Mas uma vez a Dra. Ana Claudia nos alerta: “quem diz ter medo da morte deveria ter um medo mais responsável (…) o medo não salva ninguém do fim, a coragem também não. Mas o respeito pela morte traz equilíbrio e harmonia nas escolhas. Não traz imortalidade física, mas possibilita a experiência consciente de uma vida que vale a pena ser vivida.”

Pois bem, um diálogo e um livro recheado de muitas reflexões, finalizo com a questão do tempo, trazido pela Dra. Ana Cláudia, “o que separa o nascimento da morte é o TEMPO”.

Caro leitores, dentro desse tempo, qual o sentido que estamos dando para as nossas vidas?

Até a próxima.

 

Referências Bibliográficas:

ARANTES, Ana Claudia Arantes. A morte é um dia que vale a pena viver. Rio de      Janeiro: Sextante, 2019.

 

Maristela Negri Marrano –

Pós-graduada em Neurociências aplicadas a Longevidade – UFRJ

Mestre em Educação Física – UNIMEP

Sócia-Diretora do Centro de Longevidade e Atualização de Piracicaba – CLAP

maristela@centroclap.com.br

O CÉREBRO E SEUS MISTÉRIOS

O CÉREBRO E SEUS MISTÉRIOS

Em um feriado prolongado, Paulo dirige seu carro branco, pela rua de uma grande cidade. De repente, ao se distrair com algo, perde a direção e choca-se com um poste. Paulo, sem ter o cinto de segurança afivelado, sofre fratura do crânio e perda do tecido cerebral. Fica um mês em coma, com uma lenta recuperação no hospital e gradativa restauração das funções atingidas.

Luiza presencia o fato de longe, ficando extremamente impressionada com os ferimentos de Paulo.  Nunca mais ela esquece o que viu.

Marcos, na hora de seu almoço, lê no jornal sobre o acidente de Paulo, e a informação de que os cintos de segurança efetivamente protegem os motoristas. A leitura de tal artigo o convence da necessidade de usar o cinto de segurança, o que passa a fazer sistematicamente.

Caro leitor, o que há de semelhante nas três situações apresentadas?

Podemos observar que em cada situação, o ambiente externo (acidente, visão do acidente, leitura do artigo), influiu sobre o sistema nervoso de diferentes maneiras e com diferentes intensidades em cada um dos indivíduos.

No caso de Paulo, o acidente provocou uma lesão cerebral, que foi restaurada gradativamente. Luiza, ao presenciar o acidente teve uma forte impressão emocional, que ficou gravada em sua mente, mas não houve nenhum dano em seu cérebro. E Marcos, absorveu informações através da leitura do jornal e modificou o seu comportamento mediante as informações adquiridas. Fica claro que os cérebros de Paulo, Luiza e Marcos responderam aos estímulos do ambiente.

O que terá ocorrido com o cérebro desses três indivíduos?

Os cérebros de Paulo, Luiza e Marcos se adaptaram e se reorganizaram frente as novas situações vivenciadas por eles, o que hoje é conhecido como NEUROPLASTICIDADE, ou simplesmente PLASTICIDADE.

Houve uma resposta regenerativa as lesões traumáticas destrutivas no caso de Paulo e uma sutil alteração resultante dos processos de memória e aprendizagem em Luiza e Paulo. O sistema nervoso central (SNC), não é uma estrutura rígida, suas células: os neurônios, não são imutáveis como se acreditava há algum tempo. Hoje sabe-se que o SNC tem grande adaptabilidade e a capacidade em modificar sua estrutura e função.

O grau de plasticidade neural varia de acordo com a idade da pessoa, sendo mais plástico durante o desenvolvimento, diminuindo gradativamente na maturidade. A capacidade plástica não se extingue, como se pensava anteriormente, o cérebro na velhice continua se adaptando, modificando-se frente a novos estímulos ambientais.

Quando falamos que o cérebro se modifica ao receber estímulos externos, o que exatamente ocorre no sistema nervoso central?

Os neurocientistas que se dedicaram ao assunto constataram que, em alguns casos, é possível identificar mudanças morfológicas como a neurogênese (nascimento de novos neurônios); sinaptogênese (formação de novas sinapses, onde acontece a comunicação entre os neurônios); aumento do fator BNDF (fator neurotrófico derivado do cérebro), molécula que aumenta a sobrevivência e resistência do neurônio a danos, melhorando o desempenho cognitivo. E temos as mudanças funcionais que é justamente a que afeta o comportamento das pessoas.

Portanto, caros leitores, vamos exercitar o nosso cérebro, colocá-lo para funcionar de todas as formas, com atividades físicas, cognitivas (aprendendo algo novo a cada dia), culturais, sociais, espirituais, com boa alimentação, boa noite de sono, bom humor e muitas risadas para iluminar o seu dia!

Gratidão e até a próxima!

 

Referências Bibliográficas

  1. LENT, Roberto. CEM BILHÕES DE NEURÔNIOS?: conceitos fundamentais da neurociência – 2. Ed – São Paulo: Editora Atheneu, 2010.
  2. BEAR, Mark F. NEUROCIÊNCIAS: desvendando o sistema nervoso/ Mark F. Bear, Barry W. Connors, Michael A. Paradiso; tradução Carla Dalmaz…[et al.]. – 3ª ed. – Porto Alegre: Artmed, 2008.

 

Maristela Negri Marrano

Pós-graduada em Neurociências aplicadas a Longevidade – UFRJ

Mestre em Educação Física – UNIMEP

Sócia-Diretora do Centro de Longevidade e Atualização de Piracicaba – CLAP

maristela@centroclap.com.br

UM POUCO MENOS DE “EU”

UM POUCO MENOS DE “EU”

 

A história passou por vários momentos diferenciados que influenciaram e, ainda influenciam muito o modo de vida da sociedade atual. Costumo dizer em minhas aulas, que temos que conhecer e aprender com o passado para que possamos caminhar para frente melhor e com menos erros.

Na Idade Média difundiu-se o teocentrismo onde Deus era o centro de tudo e, “teoricamente”, os princípios que norteavam os seres humanos eram os da humildade, respeito e abnegação frente à grandiosidade e as vontades de Deus.

Com o passar do tempo, com o renascimento (sec XVII e XVIII)  o ser humano abre sua mente, racionaliza as barreiras do conhecimento, aprimora as ciências e, na dita evolução aparecem figuras importantes como  Rene Descartes que através do cartesianismo pregam o racionalismo, diminuindo assim o valor da alma e dos sentimentos.

Dentro desse contexto, passa a ser valorizado o antropocentrismo, onde o homem passa a ser o centro de tudo. Nessa ótica, todo o resto: coisas, outros seres e a própria natureza estão à serviço desse ser humano, detentor do conhecimento e controle.

Embora seja inegável o grande avanço das ciências, das artes e do próprio ser humano vendo a sociedade hoje com egos tão inflados e voltados para o eu egocêntrico, consumista e exteriorizado, percebemos que talvez esse antropocentrismo esteja subindo demais à cabeça.

 

Talvez o impacto das ideias do antropocentrismo, atualmente, esteja fazendo com que o ser humano foque suas atitudes no ter e supervalorize os “autos” da vida (auto suficiente, auto realizado, auto controle, auto eficiente etc) confundindo-se com  deuses, senhores do universo desejosos de controlar tudo e à todos.

Estamos adoecendo e, não por acaso, autores como  Regina Margis e  Antônio Dias, apontam que as pessoas de personalidade tipo A são mais suscetíveis à doenças cardíacas, e não coincidentemente, essas doenças são as que mais matam nos dias de hoje.

Pessoas com esse tipo de personalidade, segundo esses autores são ambiciosas, controladoras, competitivas, impacientes, hiperativas, investem muito na profissão, são auto disciplinadas, super exigentes e parecem estar constantemente prontas para o combate, prontas para superação desgastando-se emocional e fisicamente.

Claro que precisamos nos desenvolver, precisamos dos “autos” (auto realização, auto eficácia, auto afirmação, auto estima etc) mas não podemos nos desconectar do divino contido em cada ação nossa. Precisamos nos conectar ao sagrado através do reconhecimento do valor do próximo, através da necessidade de cuidar da natureza, através do reconhecimento de nossa pequenez diante do universo. Precisamos exercitar nossa espiritualidade.

O renomado psiquiatra e psicoterapeuta Dr. Ajax Salvador, num de seus excelentes textos sobre o adoecimento da sociedade coloca que “a noção da unidade sustenta-se agora não mais em Deus, mas na forma do eu (transcendental). Não por acaso os atributos que anteriormente eram atributos exclusivos da divindade passam a ser qualidades do “Eu” (unidade, autenticidade, independência, autonomia, autodeterminação etc.).

Eventos atuais de corrupção, números crescentes de pessoas adoecendo, constantes brigas por poder servem para nos mostrar que talvez esteja na hora de sermos mais humildes e aceitarmos, que no espetáculo da vida, o papel principal ainda cabe à Deus, e a natureza e o próximo dividem constantemente a cena conosco.

Namastê, até a próxima!

 

Ms. Alessandra Cerri;

 sócia-diretora do centro de longevidade e atualização,  de Piracicaba (CLAP), mestre em educação física, pós-graduada em neurociência aplicada à longevidade, pós-graduanda em psicossomática 

 

 

 

 

 

Atitude diante da Vida

Atitude faz toda a diferença       

Já comentei outras vezes que gosto muito de assistir filme, especialmente, filmes baseados em fatos reais.

Pois bem, assisti recentemente ao filme “Andar, Montar, Rodeo” que conta a luta incessante de uma americana campeã de rodeo, paralisada em função de um acidente automobilístico, para voltar a executar essas três ações. O filme é lindo e no final ela diz uma frase que me chamou muito atenção: “…atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença… Eu percebi que não posso ter controle sobre tudo o que acontece em minha vida… mas quando eu acordo eu tenho que decidir minha atitude…”

Em minha convivência diária com pessoas mais velhas percebo a veracidade dessa frase. Tudo está relacionado à atitude que a pessoa tem a partir do momento que acorda; a atitude que a pessoa tem diante do fato de não ter controle sobre tudo; mais que isso, percebo que o envelhecimento está diretamente relacionado à atitude diante da vida.

Pessoas que decidem ver o lado bom da vida, escolhem ter uma atitude de enfrentamento diante dos problemas, optam por olhar para frente, através do otimismo e da simpatia mesmo vivenciando problemas (e olha que conheço mulheres que mesmo com problemas muito sérios e pesados sorriem para a vida…).

Essas pessoas não adotam uma atitude de vítimas diante dos problemas, não ficam lamentando os acontecimentos e nem repetindo reclamações diante de fatos imutáveis, elas simplesmente caminham para frente e agradecem o momento presente.

Em função dessa atitude se tornam pessoas agradáveis, que mostram sabedoria para os que estão ao seu redor; naturalmente acabam fortalecendo dois dos pontos mais importantes para um envelhecimento bem sucedido: aceitação e cultivo de amizades.

 

Em contrapartida, pessoas que estão no oposto a isso: adotam uma atitude de sempre olhar para trás, se colocando como vítimas; lamentando constantemente os acontecimentos da vida, repetindo os problemas para todos ao redor, são pessoas que acabam dificultando o convívio (afinal quem é que gosta de ficar ouvindo reclamações?) e não possibilitando a resiliência (capacidade de enfrentar e se recuperar de problemas). Pessoas assim tendem a ter um temperamento melancólico o que as torna mais vulneráveis à depressão e mais sensíveis a percepção de dores.

`           Infelizmente, não podemos ter controle sobre tudo (acredito que os fatos de nossa vida estejam relacionados à nossa jornada rumo à evolução), mas podemos decidir a atitude que teremos à partir de uma dada situação e, é essa atitude que determinará os fatos seguintes.

Finalizo o texto de hoje com a frase de Amy Tan (de acordo com o site o pensador)  “se você não pode mudar seu destino, mude sua atitude”

Até a próxima,

Namastê!  

Ms. Alessandra Cerri;

sócia-diretora do centro de longevidade e atualização de Piracicaba (CLAP)