Quem não se lembra da impressionante cena da maratonista suíça Gabrielle Andersen aproximando-se da linha de chegada, no limite de suas forças, cambaleando nas olimpíadas de Los Angeles em 1984?? O que explica tamanha determinação? Até que ponto podemos nos motivar?
Agora, imagine-se motivado e focado em suas metas. Talvez não seja tão impossível como você imagina…..
Motivação, na definição da palavra encontrada nos dicionários é “Conjunto de fatores psicológicos (conscientes ou inconscientes) de ordem fisiológica, intelectual ou afetiva, que agem entre si e determinam a conduta de um indivíduo.”
Se avaliarmos atentamente a palavra, podemos encontrar uma dica importante: motivação, necessariamente, exige ação. A partir disso, podemos entender que motivação é um conjunto de fatores, uma força que determinará uma ação ou a conduta de uma pessoa.
Sendo assim, para que haja ação precisa haver uma “ordem” determinando que íons sódio atravessem a membrana de neurônios que dispararão novos comandos para as células envolvidas na ação em si.
Mas, inevitavelmente, aparecem as perguntas: que força é essa? E como eu posso encontrar essa força para alcançar meus objetivos?
Para responder a essas perguntas é importante entendermos que essa ordem é enviada pelo lobo frontal; nossa área operacional, executiva de planejamento, raciocínio e de coordenação de movimentos. Por esse motivo, os movimentos voluntários ou nossas ações/metas precisam, antes de qualquer coisa, ser “pensados, idealizados”.
Em seu livro “A Magia”, Rhonda Byrne comenta que para alcançarmos nossas metas e sonhos precisamos escrevê-los, visualizá-los, agradecê-los e sentirmos as emoções do mesmo se realizando. Do aspecto cerebral, é exatamente isso; precisamos planejar, definir, racionalizar nossas metas e, assim exigir que nosso cérebro se organize para ordenar o comando que fará com que a ação aconteça (que íons sódio atravessem as membranas específicas e desencadeie a ação).
Porque então é tão difícil atingirmos certas metas e objetivos?
Para responder a essa pergunta precisamos ter consciência de que, a ação voluntária se origina no lobo frontal (conforme dito anteriormente). No entanto, essa área pode ter sua função perturbada quando estamos muito ansiosos, desfocados ou deprimidos. E, talvez aqui esteja o maior problema: para se alcançar uma meta precisamos trazê-la para nosso racional, precisamos nos motivar. Uma das formas de se fazer isso é definir suas metas racionalmente e, acima de tudo estimular as funções executivas constantemente para que os impulsos e os fatores “desmotivadores” sejam controlados, diminuindo assim nossa vulnerabilidade e probabilidade de fracasso. Assim sendo, exija que seu cérebro seja ativado, constantemente, através de exercícios cognitivos (leitura, jogos de memorização e atenção, exercícios de raciocínio…) e exercícios físicos regulares. Além disso, permita-se ser positivo e perca as crenças negativas e o insistente “não sou capaz” que alimenta grande parte dos seres humanos. Acredite em você e reconheça sua força e qualidades.
Hoje finalizo com uma frase de Albert Einstein “a mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”
Namastê e até a próxima!
Sócia-diretora do centro de longevidade e atualização de Piracicaba (CLAP); mestre em educação física, pós-graduada em neurociência e pós-graduanda em psicossomática
Text above form
Todos os direitos reservados